Voltei a Belo Horizonte com crise espiritual.
Em Nova Délhi, me acostumei a encontrar um templo a cada esquina; a observar e vivenciar a profissão de fé em meio às ruas, em tendas erguidas à devoção. O Hinduísmo, religião predominante, teria encontrado em mim mais um fiel praticante caso eu ainda estivesse por lá.
Tinha criado o hábito de visitar o Laxmi Narayan Temple ao final de cada mês para meditar, pedir por sabedoria e agradecer pela riqueza e pelo sentido de toda a experiência. Usava várias pulseiras atadas ao meu pulso por gurus; uma delas está hoje sobre a imagem de Ganesha que trouxe na bagagem.
A meio mundo de distância, hoje busco refúgio em representações dos deuses, no Yôga e em cânticos hindus. Tive o privilégio de ganhar de presente um exemplar original do Bhagavad-Gita das mãos do amigo Anup Chakraborty. Leio um capítulo sempre que posso. Mas é impossível não sentir um certo vazio desde que cheguei.